Entendendo o modelo de “software como serviço”​

O SaaS (Software como Serviço) permite aos usuários se conectarem e usarem aplicativos hospedados em Cloud (nuvem), neste modelo a premissa básica é que o usuário tem de conseguir usá-lo de qualquer lugar e dispositivo desde que conectado com a internet.

Eu tenho certeza absoluta que todos que possuem um smartphone com conexão com a internet usam, no mínimo, um aplicativo baseado em SaaS. Vou citar alguns: Outlook, Google Drive, DropBox, NetFlix, Evernote, Trello, entre tantos outros.

Antes da computação em nuvem, era preciso se preocupar com compras de licenças, o CAPEX e o OPEX eram altíssimos. “Opa! O que é isso?”. CAPEX é o montante de dinheiro empregado na aquisição de bens de capital de uma determinada empresa (inclui software e hardware). Já o OPEX é o capital utilizado para manter ou melhorar os bens físicos de uma empresa (inclui software e hardware). Ou seja, o dinheiro gasto na aquisição e o dinheiro gasto na manutenção.

Hoje, com o “software como serviço” você não compra mais licença; você paga pelo uso. Mais barato e simples de administrar.

“Huumm… Spotify é baseado em SaaS?” Sim. Office 365? Também. Então estamos vivendo em um mundo aonde os aplicativos que usamos estão convergindo para SaaS? SIM. Já é uma realidade você pagar pelo que você usa; não faz mais sentido comprar licenças de softwares.

Grande parte dos aplicativos de SaaS tem uma característica interessante: Possuem uma versão limitada com poucos recursos mas oferecida de forma gratuita; a Freemium como alguns denominam essa versão do produto. É uma forma de conquistar o usuário para, se gostar, investir na versão Premium. Eu mesmo gostei tanto do Evernote que, para usar algumas funcionalidades, passei de gratuito para pago.

“Sendo empreendedor, como posso me beneficiar do SaaS?”. Toda a infraestrutura necessária (dados, aplicativo, etc..) ficam no provedor de serviços de Cloud. ele é o responsável por gerenciar o hardware e o software e garantir a disponibilidade e a segurança. Entre os principais provedores temos a Microsoft com o Azure e a Amazon com o AWS.

O SaaS permite que uma startup, por exemplo, entre em operação rapidamente com um aplicativo por custo inicial mínimo.

Outro ponto interessante do SaaS, os usuários podem executar grande parte dos aplicativos diretamente do navegador instalado (Chrome, Internet Explorer, Edge, Firefox) sem precisar baixar e instalar software ou aplicativo.

Na minha visão, a grande vantagem do modelo SaaS está em poder acessar seus dados de qualquer lugar a partir de qualquer dispositivo. Utilizo muito o Google Drive, Trello e Evernote no meu dia-a-dia, seria impossível atualizar os dados manualmente em cada dispositivo, algo inviável e sem sentido.

E você? Pare para pensar e liste quantos aplicativos e soluções baseadas em SaaS você utiliza. Vai se surpreender, afinal desde a época do “webmail” do Yahoo, Hotmail, etc.. já usavamos esse modelo.

Ainda temos o PaaS (plataforma como serviço) e o IaaS (Infraestrutura como serviço), mas são dois temas para outros artigos.