O que significa IaaS (Infraestrutura como Serviço)?

No universo da Computação em Nuvem (Cloud Computing), IaaS significa “Infraestrutura como Serviço”. Ou seja, é o modelo que mais se aproxima do tradicional “on-premisse” que estamos acostumados, que seria ter todo o hardware e software hospedado na própria estrutura da empresa; a famosa “sala dos servidores” que consome energia, espaço físico, mão de obra especializada, etc. Dos três modelos existentes (IaaS, PaaS e SaaS) sem dúvida é o mais flexivel permitindo criar um “datacenter virtual”, podendo instalar e executar todos os softwares que sejam necessários.

A diferença para o modelo “on-premisse” é que, como já dito, ele estará sendo hospedado na nuvem com acesso através da internet. Aqui fica um ponto importante: É preciso reforçar o link com a internet afinal ela é o elo de ligação da empresa com a infraestrutura que agora está na nuvem. Sem internet; sem acesso. Simples assim. Toda a operação se torna remota, tanto para a equipe de TI que gerencia quanto para os usuários finais que acessam os dados gerados pelos sistemas da empresa.

Na minha visão, a principal vantagem está em deixar de lado os custos elevadíssimos com hardware que, a cada ano, ficam ultrapassados mais rapidamente e se tornam um legado que incomoda. Outro ponto: Energia elétrica. Você já parou para pensar quanto ($$$) a “sala dos servidores” consome de energia elétrica? Servidores, ar-condicionado, no-breaks, iluminação, etc… recentemente calculei esse valor para uma empresa e os gestores ficaram assustados, não imaginavam que gastavam tanto com isso. Outro ponto a seu favor, o tempo de interrupção do serviço agora é de responsabilidade do seu provedor de nuvem, e vou te contar uma coisa: Microsoft, Amazon e Google (só para citar os 3 principais), não entraram nessa para brincar e cumprem com o acordo de manter os serviços 99,999% do tempo no ar.

E se precisar crescer? Basta alguns cliques e pronto! As empresas podem dimensionar rapidamente sua capacidade de expansão, bastando contratar mais poder de processamento, memória, espaço em disco e tudo que for preciso e o dinheiro puder pagar. Tudo, lógico, dentro das necessidades do negócio, da variação de oportunidades do mercado ou da demanda do consumidor. E o mais interessante, da mesma forma com que você pode redimensionar para mais recursos pode, em época de pouco acesso (férias coletivas, por exemplo) redimensionar para menos. Para um e-commerce é perfeito: Èpocas festivas; mais demanda por recursos (sobe o redirecionamento); depois é redirecionar para a carga normal.

A minha experiência com migração de ambientes de bancos de dados para IaaS tem sido das melhores. Quando o projeto é bem planejado e executado, fica praticamente transparente para o usuário final. “Alexandre, mas se estamos levando toda a infraestrutura para a nuvem, eu vou perder meu emprego?”. Claro que não, já escrevi em outros artigos que Cloud Computing não veio para gerar desemprego em TI. Desde que você se mantenha atualizado o mercado vai precisar de bons profissionais para encarar esse novo desafio que é a computação na nuvem.

A primeira iniciativa que você deve tomar é mudar seu mindset: No modelo IaaS é preciso administrar toda a infraestrutura de software. Ou seja, sistema operacional, servidores de banco de dados e web, aplicações, etc… ficam a cargo da equipe de TI do contratante. Mas pode ter certeza que você vai precisar focar mais nos negócios da empresa em vez ficar preocupado com as atualizações de sistema operacional, banco de dados, etc… Você pode, inclusive, terceirizar essas tarefas com uma empresa especializada.

E a segurança? O provedor de nuvem possui uma equipe altamente qualificada e que pode fornecer segurança para sua infraestrutura. “Opa! Então meu analista de segurança vai ser mandado embora”. Não! Como eu disse, vai precisar mudar a forma de pensar de “tecnologia” para “negócios”. Vai poder, enfim, focar somente nos projetos e esquecer aquele processo entediante de ficar lendo logs durante horas.

E o Administrador de Banco de Dados? Já escrevi em outros artigos, da mesma forma que o Analista de Segurança citado acima o DBA vai focar nos projetos! Já escrevi em outro artigo como deve se preparar e se comportar o DBA quando a “Cloud Computing” bater na sua porta.

Vai demorar? Não, já é uma realidade para muitas empresas. Mas ainda tem um mercado para quem quer apostar em atuar como consultor para migração de infraestrutura “on-premisse” para “cloud computing”. Há! Você nunca ouviu falar no termo “on-premisse”? Não se preocupe, nada mais é do que aquela sala que citei no terceiro parágrafo; a famosa “sala dos servidores”.